quinta-feira, setembro 08, 2011

Despertar




Vagava pelas ruas sombrias da minha ignorância, não havia sinal de vida, só uma morbidez repugnante... Os meus sentidos não funcionavam mais, simplesmente vagava sem saber para onde ir. Estava perdida, pois ainda não tinha amplificado a minha visão para os horizontes do saber... A falta de entendimento a cada dia se tornava mais gritante.
As ruas sinuosas que insistia em vagar, me aprisionavam. Andei por elas a minha vida toda, que acabou se tornando algo tão corriqueiro que nem sabia a diferença de estar nela ou não. A minha situação era extremamente deplorável, mas pela minha cegueira estúpida não conseguia enxergar desse ângulo.
Até quando a ignorância iria perdurar em meu ser?
Até quando ficaria nesse “lugar comum”?
Quando haveria um término de tudo isso?
Quando milagrosamente uma luz irradiante e límpida veio iluminar um mundo que há muito tempo perdurava na penumbra, o mundo das idéias. Essa luz me fez despertar do sono profundo da inexistência.
Um novo ser foi despertado, um ser totalmente diferente do meu antigo eu... Agora ele poderia exalar o aroma agradável do saber que se sobressaia ao cheiro fétido da ignorância...
Apesar de toda essa notável mudança, ainda há lacunas a serem preenchidas, e sempre haverá. Ainda há resquícios da ignorância, pois ela também sempre existirá. Sempre vai ter algo que ainda não foi compreendido, que ainda não se aprendeu, pois a condição de aprendiz é eterna...

Islaine

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